Na década de 1970, o bibliófilo e advogado Plínio Doyle, com apoio de vários autores de literatura brasileira, fundou o Arquivo-Museu de Literatura Brasileira, na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. No mesmo período, a escritora Lygia Fagundes Telles também projetava um museu literário, com sede em São Paulo, com o apoio do Centro Federal de Cultura, cujo projeto foi abandonado em 1977. Uma notícia publicada na mídia confundiu as instituições de guarda e ativou em Doyle sentimentos controversos, entre irônicos e solidários.

Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1975

…doações para o seu arquivo-museu, em nome de P.D. 1) Foto de 4 acadêmicos – José Américo de Almeida, Afonso Arinos, Peregrino Junior e Candido Mota Filho, feita em minha…

…vazio das letras “a” e “o” do jornal posto à sua frente. Lucien Ginsburg nasceu em Paris no ano de 1928. Filho de um pianista e uma mezzo-soprano, Lulu teve…

De 1969 a 1973, enquanto esteve como preso político da ditadura militar, o ainda jovem Frei Betto escreveu uma série de cartas que foram organizadas e publicadas em volume único. Feliz por receber um dos exemplares e por, finalmente, ter notícias sobre a liberdade do frade, o amigo Erico Verissimo atualiza-o das desilusões aos planos: está aqui anunciado o processo da segunda parte de Solo de clarineta, que o autor gaúcho não chegaria a ver publicado.

Porto Alegre, 23 de setembro de 1974

…lado, meu filho Luís Fernando, que é excelente cronista e caricaturista, tem lá os seus colegas e amigos que de vez em quando organizam aqui em casa os seus jantares…