…Cinema Novo, assinou a direção de fotografia de filmes de Joaquim Pedro de Andrade, Mário Carneiro e Glauber Rocha. Além de ter fotos suas em exposições no Brasil e no…

Em 1831, em meio a forte crise política, dom Pedro I abdicou em favor de Pedro de Alcântara, então com seis anos de idade, filho de seu primeiro casamento com dona Leopoldina. Foi obrigado a deixar o Brasil com a segunda mulher, dona Amélia de Leuchtenberg, e, na madrugada de 7 de abril daquele ano, noite da partida, ela, que estava com 19 anos e amava os enteados, deixou esta carta ao menino e futuro imperador dom Pedro II, como se pode ouvir na leitura em vídeo ao final da carta.

Rio de Janeiro, [abril de 1831]

Meu filho do coração e meu imperador, Adeus, menino querido, delícias de minha alma, alegria de meus olhos, filho que meu coração tinha adotado. Adeus para sempre. Quanto és formoso…

Em maio de 1828, dom Pedro I, viúvo da imperatriz Leopoldina, recebeu a notícia de que a princesa bávara nascida na Itália dona Amélia de Leuchtenberg aceitara seu pedido de casamento. O contrato nupcial exigia o afastamento da amante do imperador, a marquesa de Santos, da corte, no Rio de Janeiro. Para cumprir a exigência do contrato, o imperador lhe escreve esta carta.

Rio de Janeiro, 13 de maio de 1828

…militar, Felisberto Caldeira Brant, o marquês de Barbacena (1772-1842), viajou para a Europa em 1828 a fim de negociar o casamento de dom Pedro I com dona Amélia de Leuchtenberg….

Obrigado a viajar para São Paulo a fim de tentar resolver crise política que ameaçava a ordem no Estado, dom Pedro I entregou temporariamente o governo a dona Leopoldina. Dias depois, recebeu a notícia de que Portugal exigia sua volta. Temendo que as tropas portuguesas atacassem o Rio de Janeiro antes do retorno do marido, em 2 de setembro a futura imperatriz presidiu reunião do Conselho de Estado, que deliberou pela independência do Brasil. A carta que se reproduz aqui teria sido lida por dom Pedro no dia 7 de setembro, às margens do Ipiranga, antes do lendário grito “Independência ou morte!”.

Rio de Janeiro, 2 de setembro de 1822

Pedro, O Brasil está como um vulcão. Até no paço há revolucionários. Até portugueses revolucionários […].[1] As cortes portuguesas ordenam vossa partida imediatamente; ameaçam-vos e humilham-vos. O Conselho de Estado…

Amigo do romancista Aluísio Azevedo, fundou, com este e outros intelectuais como Sá Viana, Eduardo Ribeiro, Manuel de Bethencourt e Domingos Machado, o jornal O Pensador em São Luís, Maranhão….