Graça Aranha rompe com a Academia

De: Graça Aranha Para: Academia Brasileira de Letras

Na sua condição de imortal, Graça Aranha proferiu, em 19 de junho de 1924, na Academia Brasileira de Letras, a conferência “O espírito moderno”, sobre o desejo de renovação das letras brasileiras. Achava que a Academia constrangia a livre inspiração e tolhia o jovem talento, ideia que provocou cisão entre os acadêmicos. Quatro meses depois, desligava-se da Casa de Machado de Assis por meio desta carta.

Rio de Janeiro, 18 de outubro de 1924

…alta consideração do seu admirador e amigo Graça Aranha O Modernismo na Academia: testemunhos e documentos. Organização de Josué Montello. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 1994, pp. 135-136….

Escritor e diplomata brasileiro, é autor do celebrado romance Canaã (1902), que aborda o tema da imigração europeia no Brasil. Sua atuação no movimento modernista foi conflituosa e questionada, e…

Irmã de Waldo Cesar, pai de Ana Cristina Cesar, ficou conhecida pelo apelido Nídia. Educada no Colégio Bennet, no Rio de Janeiro, trabalhou como bancária nessa cidade e em São…

Joaquim Nabuco defendia o ingresso de Artur Jaceguai, herói da Guerra do Paraguai, na Academia Brasileira de Letras. Jaceguai, no entanto, relutava em se candidatar por não se considerar um homem de letras. Em 1907, terminou por entrar para a Casa de Machado de Assis com um discurso famoso, em que não fazia referência ao antecessor, Teixeira de Melo, autor de Sombras e sonhos, de 1858, poeta da geração romântica de Casimiro de Abreu e Luís Delfino.

Londres, 8 de outubro de 1904

…às memórias. Estou nos últimos dias do Graça Aranha conosco. Por maior que seja o vazio que ele vai deixar, não quisera prolongar a ansiedade de vocês todos aí depois…

A paixão de Graça Aranha por Nazaré Prado, sua companheira nos últimos anos de vida, inspirou as cerca de três mil cartas que ele lhe endereçou, dentre as quais a que se reproduz aqui. Parte dessa correspondência foi reunida por ela em Cartas de amor (1935), que permanece inédito. Graça Aranha foi casado com Maria Genoveva, a Iaiá, filha do conselheiro José Bento de Araújo, presidente da província do Rio de Janeiro entre 1888 e 1889.

Haia, 2 de janeiro de 1914
Sexta-feira, 6 horas

Minha doce Petite Chose adorée, alma de minha alma, meus formosos olhos de saudade! meu Tudo, oh!, como eu te tomaria nos meus braços apaixonados e te beijaria e na…