A primeira viagem de Mário de Andrade ao Rio de Janeiro foi no Carnaval de 1923. Na cidade, ele aproveitaria apenas dois dias, se recolhendo, depois, na tranquila Petrópolis, onde combinara de encontrar Manuel Bandeira. Se, nos primeiros dez minutos, a festa de Momo causaria um “choque terrível” ao poeta paulista, logo esqueceria todos os compromissos firmados tanto com parentes quanto com o próprio Bandeira, e Mário se refestelaria na folia durante todos os dias. A “aventura curiosíssima” na cidade foi registrada em verso no poema “Carnaval carioca”, publicado em 1927.

[São Paulo, fevereiro de 1923] Querido Manuel, Não me condenes antes que me explique. Depois perdoarás. Foi assim. Desde que cheguei ao Rio disse aos amigos: dois dias de carnaval…

Rei de Portugal de 1495 a 1521, dom Manuel, o Venturoso, como se tornou conhecido, pertencia à dinastia de Avis. Ambicioso e impaciente, aos 30 anos de idade promovia navegações,…

Recifense, Manuel Bandeira teve atuação singular na poesia brasileira do século XX. Desde sua participação na Semana de Arte Moderna, estabeleceu com outros poetas uma rede da mais alta produção…

Esta é a carta-resposta de Drummond ao pretendente de sua única filha, Maria Julieta. Ela se casaria com Manuel Etcheverry, chamado de Manolo, nesse mesmo ano de 1949, e com ele teria três filhos: Carlos Manuel, Luís Maurício e Pedro Augusto Graña Drummond.

Rio de Janeiro, 3 de outubro de 1949

A Manuel Graña Etcheverry, Meu amigo – não estranhe que o chame assim, dado o vínculo afetivo que se estabeleceu entre nós, sem sequer nos conhecermos –, aqui tenho sua…