A ardente experiência amorosa vivida pelo romancista Aluísio Azevedo em Lisboa contribuiu para que ele considerasse a capital portuguesa melhor que Vigo, cidade espanhola onde, em 1895, ele dava início à sua carreira diplomática – é o que revela esta carta plena de entusiasmo e erotismo, escrita ao amigo Florindo de Andrade.

Vigo, 2 de setembro de 1896

…— a alma cresce e o coração se alarga! Teu Aluísio Aluísio Azevedo. O touro negro. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1961, pp. 198-202. [1] N.S.: Duarte I foi rei…

A vida é um bocejar infinito

De: Álvares de Azevedo Para: Maria Luísa Silveira da Mota

Em 1848, o poeta paulistano Álvares de Azevedo deixa o Rio de Janeiro, onde morava sua família, e retorna à cidade de nascimento para concluir os estudos na tradicional Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Aos 17 anos, o jovem não demonstra entusiasmo ao chegar à capital, que, naqueles tempos, era habitada por pouco menos de 15 mil pessoas. Em carta à sua mãe, Maria Luísa Silveira da Mota Azevedo, o autor de Lira dos vinte anos (1853) traça um perfil diferente da metrópole que conhecemos hoje.

São Paulo, 12 junho de 1849

Tenho a vista a sua de 3 de corrente que com muito prazer recebi. Enquanto no Rio reluzem esses bailes a mil e uma noites, com toda a sua mania…

…e João Guimarães Rosa. Na mesma década, era possível assistir à estreia de Nelson Rodrigues como ator, na peça Perdoa-me por me traíres, em que o dramaturgo encarnava o papel…

Reprovado em geometria ao final do ano de 1862 na Faculdade de Direito do Recife, Castro Alves escreve sobre seu desânimo ao amigo Marcolino. Depois, mergulharia na vida cultural da cidade, destacando-se nas atividades estudantis, literárias e, sobretudo, nas manifestações abolicionistas. Tentaria o curso jurídico novamente em 1868, em São Paulo, sem sucesso.

Recife, 16 de janeiro de 1863

…meu amigo, é a flor sem perfume de que fala Álvares de Azevedo. Coração leviano como o volver de seus olhos, porém mulher meridional e ardente como o atestam sua…