…contos que tiveram a vida no mar como inspiração. Com sua escrita essencialmente visual, Virgilio Várzea criou, segundo o professor Carlos Emilio Lima, o gênero paisagem. É autor de Traços…

Cruz e Sousa fixou-se no Rio de Janeiro, onde as privações financeiras, as perdas familiares e as frustrações no meio editorial o enfraqueceram e o levaram à tuberculose e, anos depois, à morte. Sobre todas essas dificuldades ele escreve ao amigo Virgílio Várzea, com quem publicou, em parceria, seu livro de estreia, Tropos e fantasias, de 1885.

Corte [Rio de Janeiro], 8 de janeiro de 1889

Adorado Virgílio, Estou em maré de enjoo físico e mentalmente fatigado. Fatigado de tudo: de ver e ouvir tanto burro, de escutar tanta sandice e bestialidade e de esperar sem…

…Tropos e fantasias (1885), livro de estreia em parceria com Virgílio Várzea, publicou, em vida, o livro de poemas em prosa Missal (1893) e a coletânea de poemas Broquéis, do…

Em 1868, Castro Alves viajou para o Rio de Janeiro com a atriz Eugênia Câmara, por quem se apaixonara no Recife. Fora recomendado a José de Alencar, que, nesta carta, publicada no Correio Mercantil em 22 de fevereiro, apresenta o poeta de “O navio negreiro” a Machado de Assis.

Tijuca [Rio de Janeiro], 18 de fevereiro de 1868

…pés do Onipotente, conta três degraus; em cada um deles, uma contrição. No alto da Boa Vista, quando se descortina longe, serpejando pela várzea, a grande cidade réptil, onde as…

Em 22 de fevereiro de 1868, o Correio Mercantil publicara uma carta de José Alencar a Machado de Assis, escrita no dia 18 do mesmo mês, apresentando-lhe Castro Alves, que, então com 21 anos de idade, visitava o Rio de Janeiro. Esta carta que se reproduz aqui e que seria publicada no Correio Mercantil em 1º de março do mesmo ano contém a consagradora resposta do romancista de Dom Casmurro.

Rio de Janeiro, 29 de fevereiro de 1868

…estivesse exigindo as criações que depois nos deu. Será preciso acrescentar que aludo a vossa excelência? Escolhendo-me para Virgílio do jovem Dante que nos vem da pátria de Moema, impõe-me…